Da redação
Mesmo após três anos do lançamento de Baldur’s Gate 3, meu interesse por jogos similares permanece. Experimentei Divinity: Original Sin 2 e, recentemente, testei Solasta 2, da Tactical Adventures, lançado em acesso antecipado no dia 12 de março, com cerca de 10 horas de conteúdo disponível. O título usa fielmente o sistema de regras de Dungeons & Dragons (“rules as written”) e se passa em um universo original, já que o estúdio não possui licença para usar a mitologia de Forgotten Realms.
Solasta 2 permite a criação detalhada de personagens, com opção de construção rápida, avançada ou até escolha de personagens prontos – diferentemente de Baldur’s Gate 3, eles são apenas pré-definições, sem história própria. O jogador monta todo o grupo de quatro integrantes, o que se justifica pela trama, focada em órfãos adotados por uma mesma pessoa. O sistema adotado oferece clareza sobre cada escolha, com a versão 2024 das regras de D&D trazendo antecedentes que afetam magias, talentos e itens iniciais.
Por outro lado, a personalização visual dos personagens é limitada e insatisfatória, especialmente no quesito rostos, gerando críticas da comunidade. A Tactical Adventures já prometeu melhorias nesse setor. No acesso antecipado, há apenas quatro raças (Humano, Elfo, Halfling e Anão) e seis classes (Paladino, Guerreiro, Mago, Feiticeiro, Ladino e Clérigo).
O gameplay se destacou positivamente, especialmente pela participação ativa de todos os personagens nos diálogos e pela importância da movimentação estratégica no combate, fiel ao D&D. O sistema de viagem usa mapas hexagonais com eventos aleatórios e introduz mecânica de exaustão. Contudo, a interface é pouco intuitiva no uso de magias e organização de inventário.
Como esperado em acessos antecipados, Solasta 2 apresenta bugs pontuais e menus pouco práticos, mas demonstra potencial para se tornar um novo destaque entre RPGs táticos, caso a Tactical Adventures refine as mecânicas e ouça o feedback dos jogadores.





