Da redação
A Polícia Federal indiciou a deputada Gorete Pereira (MDB-CE) e outras 28 pessoas sob suspeita de organização criminosa, estelionato previdenciário qualificado e lavagem de dinheiro, em investigação sobre retiradas não autorizadas de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social por associações de aposentados e pensionistas. Conforme relatório final, empresas em nome de familiares e pessoas ligadas à deputada teriam recebido ao menos R$ 11 milhões.
Segundo a Polícia Federal, Gorete Pereira teria atuado como articuladora política da fraude, utilizando influência junto ao alto escalão do INSS para garantir e proteger acordos de cooperação técnica com associações investigadas. O relatório indica que a deputada mantinha contatos frequentes com ex-dirigentes do INSS, como Alessandro Stefanutto, tratado por ela como amigo e chamado de “irmã” por ele em mensagens analisadas pela polícia.
A advogada Cecília Rodrigues Mota, ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional e da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil, também foi indiciada por suspeita dos mesmos crimes e de falsidade ideológica. De acordo com a Polícia Federal, ela teria operacionalizado pagamentos ilícitos a servidores do INSS por meio de contas de sua sociedade de advocacia e pessoais, viabilizando novos acordos para as entidades.
Os investigadores ainda indiciaram Eric Fidelis, suspeito de receber R$ 2,4 milhões em 2024, e seu pai, André Paulo Félix Fidelis, ex-diretor de Benefícios do INSS, por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A defesa de Gorete Pereira informou que ela não foi oficialmente comunicada do indiciamento e que “a conduta por ela adotada foi pautada na licitude de seus atos”. A defesa de Eric e André afirmou não ter tido acesso ao relatório policial.




