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Deputado do PT aciona PGR contra Flávio Bolsonaro e Tarcísio por suposta propaganda antecipada

Por Alex Blau Blau

Representação enviada ao órgão federal aponta possível uso da estrutura do governo paulista para promover discurso eleitoral durante evento do agronegócio no interior de São Paulo

O deputado federal Carlos Zarattini apresentou representação à Procuradoria Geral da República contra o senador Flávio Bolsonaro e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, por suposta propaganda eleitoral antecipada durante a Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto.

Segundo o parlamentar petista, o evento teria sido utilizado para promover politicamente o pré candidato do PL à Presidência da República antes do período permitido pela legislação eleitoral.

Na ação, Zarattini afirma que discursos feitos durante a feira continham mensagens consideradas irregulares pela Justiça Eleitoral. O documento cita frases atribuídas a Flávio Bolsonaro que, segundo o deputado, configurariam pedido indireto de apoio político ao mencionar o futuro do país e as eleições de 2026.

A representação também acusa o governador paulista de utilizar a estrutura pública estadual para favorecer a exposição política do senador. Entre os pontos destacados estão a presença da marca oficial do governo de São Paulo no palco do evento, participação de secretários estaduais e transmissão da cerimônia pelas redes institucionais do Executivo paulista.

O deputado argumenta que decisões anteriores da Justiça Eleitoral já reconheceram irregularidades semelhantes em casos envolvendo uso de espaços públicos e estruturas governamentais para manifestações de caráter eleitoral.

Carlos Zarattini afirmou que houve utilização indevida da máquina pública para impulsionar a pré candidatura de Flávio Bolsonaro e defendeu investigação por parte da Procuradoria Geral da República.

O parlamentar também pediu abertura de procedimento formal e eventual encaminhamento do caso ao Tribunal Superior Eleitoral após o registro oficial das candidaturas para as eleições de 2026.

Caso a Justiça entenda que houve infração eleitoral, as punições podem incluir aplicação de multa e até questionamentos sobre eventual registro de candidatura dos envolvidos.