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Deputados acusam governo de ocultar possíveis de cúmplices de Epstein

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Da redação

Deputados americanos acusaram o governo dos Estados Unidos de ocultar ilegalmente a identidade de pelo menos seis possíveis cúmplices de Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. A acusação foi feita pelo republicano Thomas Massie e pelo democrata Ro Khanna, que afirmaram ter encontrado os nomes após analisar documentos não censurados do caso. Segundo os congressistas, o Departamento de Justiça desrespeitou a lei de transparência aprovada em 2023 ao divulgar arquivos com tarjas em janeiro deste ano.

Entre os seis envolvidos estão o empresário Leslie Wexner, dono da Victoria’s Secret e Abercrombie & Fitch, o CEO da DP World, Sultan Ahmed bin Sulayem, e quatro nomes menos conhecidos: Salvatore Nuara, Zurab Mikeladze, Leonic Leonov e Nicola Caputo.

Desde 9 de junho, parlamentares da Comissão de Supervisão da Câmara passaram a acessar versões completas dos cerca de 3 milhões de páginas liberadas pela Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, válida desde dezembro. Por lei, apenas vítimas e investigados em processos em andamento podem ter os nomes protegidos.

Os deputados criticaram o Departamento de Justiça por disponibilizar apenas quatro computadores em uma sala restrita, onde não é permitido o uso de celulares ou acompanhantes. “Se encontramos esses seis nomes em duas horas, imagine quantos outros ricos e poderosos estão sendo protegidos nesses 3 milhões de arquivos”, disse Khanna.

O democrata Jamie Raskin afirmou que o nome de Donald Trump também foi ocultado indevidamente nos documentos, inclusive em e-mails de 2009 entre os advogados de Epstein e de Trump sobre visitas a Mar-a-Lago. Raskin declarou ao site Axios que há mais de um milhão de menções a Trump nos arquivos não editados, incluindo comunicações que contradizem versões anteriores do ex-presidente sobre sua relação com Epstein.