Da redação do Conectado ao Poder
Principais lideranças do PL e seus prefeitos demonstram unidade e cobram aproximação formal com o pré-candidato ao governo.
Deputados e prefeitos do PL intensificaram nas últimas semanas a pressão por uma aliança com Daniel Vilela, pré-candidato ao governo de Goiás pelo MDB. O movimento ganhou força após reunião no Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, que contou com a presença do governador Ronaldo Caiado, Daniel Vilela, e os deputados Ismael Alexandrino (PSD) e Magda Mofatto (PL). O objetivo é formar uma chapa robusta para as eleições de 2026, refletindo a preferência quase unânime entre as lideranças do partido no estado.
Magda Mofatto retornou ao PL após período no PRD, enquanto Ismael Alexandrino deve migrar do PSD para o PL em março, fortalecendo o bloco favorável à aliança. “Vamos operar, em tempo integral, pela aliança com Daniel Vilela e Gracinha Caiado”, declarou um dos deputados envolvidos na articulação. Gustavo Gayer, deputado federal do PL e pré-candidato ao Senado, não participou do encontro, mas mantém atuação alinhada ao núcleo bolsonarista, assim como o vereador Major Vitor Hugo, de Goiânia. Apesar disso, predominam entre parlamentares e prefeitos do PL preferências pela composição com Daniel Vilela.
A adesão dos prefeitos do PL ao projeto de aliança é ampla. Márcio Corrêa, prefeito de Anápolis, principal município governado pelo partido e com significativo peso econômico, fechou apoio total à possível chapa encabeçada por Daniel Vilela, Gracinha Caiado e Gustavo Gayer. Do mesmo modo, Jerônymo Siqueira, prefeito de São Miguel do Araguaia, já migrou do PL para o MDB, avançando o processo de articulação entre lideranças municipais.
Entre as principais lideranças estaduais do PL, predominam críticas à condução do senador Wilder Morais, presidente da legenda em Goiás, cujo grupo conta basicamente com Delegado Eduardo Prado e Major Araújo. Segundo interlocutores, “o exército do PL que apoia Daniel Vilela tem generais, coronéis, majores, tenentes, sargentos e uma infinidade de soldados em todo o Estado”. Já o núcleo de Wilder Morais, de acordo com deputados, não teria candidatos a deputado federal competitivos, fator visto como determinante na distribuição de recursos do fundo eleitoral, partidário e tempo de TV.
No interior, o ambiente já abertamente aponta para a adesão em bloco dos prefeitos do PL ao projeto de Daniel Vilela, com ameaças de debandada caso a direção estadual insista em candidatura própria ao governo. Carlinhos do Mangão, prefeito de Nova Gama, declarou apoio a Vilela, porém sem intenção de deixar o partido. A tendência é que, sem acordo, outros prefeitos sigam o mesmo caminho de Jerônymo Siqueira, optando por deixar o PL para evitar desgaste político local.
O cenário atual revela que a aliança entre PL e Daniel Vilela ganhou destaque no xadrez eleitoral goiano, projetando efeitos sobre a configuração de chapas e estratégias partidárias para as eleições do próximo ano. A movimentação reflete não apenas os interesses de lideranças estaduais mas também a busca por fortalecimento das bases eleitorais em busca de maior representatividade no Congresso Nacional.







