Da redação
O governo federal enviou ao Congresso uma proposta que estabelece tarifa zero no transporte público aos fins de semana. O plano prevê custear o benefício com recursos de emendas parlamentares, medida que despertou preocupação entre deputados e senadores.
A proposta destina ao menos 26,8% do total anual das programações de execução obrigatória das emendas individuais e de bancada ao custeio da gratuidade. O custo estimado é de R$ 12 bilhões por ano, com recursos hoje destinados às emendas.
Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, apoia a medida, mas defende outra fonte de custeio para preservar a autonomia dos deputados sobre emendas. Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Casa, declarou: “Não tratamos nada ainda. Isso a gente vê depois”.
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente e candidato à reeleição, chamou a reação de “briguinha” e disse que ela se dissiparia quando parlamentares quisessem destinar emendas à gratuidade. Ele vincula a medida à PEC que encerrou a jornada 6×1 e prevê dois dias de descanso.




