Da redação
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, teria atuado junto a Davi Alcolumbre para barrar a indicação de Jorge Messias ao STF, segundo parlamentares presentes em Brasília nesta manhã. A movimentação ocorre após a derrota de Messias, indicado pelo presidente Lula, na votação do Congresso.
Nos bastidores, líderes partidários relatam que receberam informações sobre a articulação que envolveu diretamente Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre. Estes presidentes de partidos acompanharam de perto os desdobramentos e confirmaram que a percepção sobre a influência de Moraes ganhou força nas últimas horas.
Segundo relatos, Moraes teria entendido que a eventual aprovação de Messias ao Supremo Tribunal Federal poderia resultar em um alinhamento dele a André Mendonça. Mendonça, também ministro do STF, havia se empenhado publicamente para garantir o voto favorável ao amigo evangélico, mas não obteve sucesso.
O receio, ainda conforme interlocutores, seria que o novo ministro enfraquecesse a posição de Moraes perante a Corte. A situação estaria ligada ao envolvimento de Moraes no chamado caso Master, que incluiu questionamentos sobre um contrato milionário da esposa do ministro com uma instituição bancária, aumentando a pressão sobre o magistrado.
Entre parlamentares, a avaliação é que apoiadores de Jair Bolsonaro comemoraram não apenas a rejeição do nome de Lula, mas também enxergaram a articulação como uma conquista para Moraes, que mantém forte posição nas disputas internas do Supremo, segundo apurado.
Alexandre de Moraes é ministro do STF desde 2017 e ocupa papel central em decisões de destaque nacional. André Mendonça tomou posse no tribunal em 2021. Jorge Messias foi indicado por Lula para a vaga no Supremo, mas foi rejeitado em votação recente no Congresso Nacional.






