Início Distrito Federal Descubra como recarregar seu carro elétrico com total segurança no DF

Descubra como recarregar seu carro elétrico com total segurança no DF

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Da redação

O crescimento da frota de veículos elétricos no Brasil, especialmente no Distrito Federal, está desafiando a rotina de condomínios residenciais. Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico, a capital tem a segunda maior frota do país, com mais de 50 mil registros desde 2022. Nos três primeiros meses de 2026, foram 4.174 novos carros, aumento de 5% em relação ao mesmo período de 2025. As baterias de íons de lítio dos veículos demandam cuidados especiais, pois, em caso de incêndio, entram em “embalo térmico”, dificultando o controle das chamas.

A recarga exige infraestrutura adequada, seguindo normas técnicas como a NBR 17019. Thiago Ferreira Gomes, professor de engenharia elétrica, ressalta que a segurança do sistema depende do cumprimento das normas e da instalação por profissionais qualificados. “A instalação precisa considerar cabos, disjuntores e dispositivos de proteção adequados”, afirma.

No cotidiano dos condomínios, como relata o pediatra Abdias Aires, proprietário de carro elétrico há um ano, a adaptação trouxe economia de mais de 80% no abastecimento, mas também desafios estruturais. O síndico Henrique Tomaz explica que o condomínio do Noroeste, entregue em 2021 já com previsão para carregadores, precisou instalar um sistema de gerenciamento de demanda ao custo de R$ 30 mil para evitar sobrecarga. Agora, apenas empresas técnicas podem realizar instalações, seguindo a NBR 17019/2022.

Enquanto o Corpo de Bombeiros Militar do DF não possui norma específica para recarga de elétricos, o órgão criou grupo de trabalho para estudar riscos e realizar treinamentos, incluindo workshop com incêndio controlado em veículo elétrico. A recomendação é que carregadores sejam instalados por profissionais qualificados, sempre de acordo com normas técnicas.

A Neoenergia Brasília informou não ter registrado picos de consumo na rede devido aos elétricos, que ainda correspondem a menos de 1% da frota local. Ressalta, porém, que qualquer aumento na carga de condomínios deve ser previamente comunicado para avaliação técnica e adequação da infraestrutura interna.