Da redação
O número de mortos em um deslizamento de terra na fronteira entre Nepal e China chegou a 768, conforme autoridades locais. Mais de 3.000 pessoas continuam desaparecidas. Equipes de resgate atuam na busca por vítimas, apesar das interrupções causadas pelo mau tempo e pelo risco de novas inundações.
Segundo a polícia nepalesa, pelo menos 752 corpos foram encontrados no Nepal, com 2.502 pessoas ainda desaparecidas no país. No Tibete, 16 corpos foram recuperados e 546 continuam desaparecidas. As vítimas foram localizadas sob lama e escombros de construções, estradas, pontes e instalações destruídas pelas enchentes.
Cientistas e autoridades relacionam o desastre, pelo menos em parte, aos efeitos das mudanças climáticas nas geleiras do Himalaia. O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, afirmou que “o povo nepalês está entre as principais vítimas das mudanças climáticas”. Especialistas apontaram o aumento das temperaturas e o derretimento do gelo como fatores que contribuem para a instabilidade das encostas.
As equipes de resgate enfrentam obstáculos como estradas intransitáveis, falhas de comunicação e ameaças de novos desastres naturais. O avanço foi possível em uma obra da hidrelétrica Trishuli-3, onde cerca de cem trabalhadores permaneciam presos. Autoridades iniciaram a identificação, coleta de DNA e sepultamento de corpos não identificados para mitigar riscos à saúde pública.



