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Devs de Warframe e Overwatch criticam obsessão por números de jogadores de Marathon no Steam

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Da redação

O debate sobre a quantidade de jogadores do jogo Marathon voltou a ganhar força nas redes sociais, envolvendo profissionais da indústria de games. Apesar do lançamento considerado sólido e da melhora gradual na percepção de quem testou o jogo, parte da comunidade segue questionando a queda de jogadores ativos no Steam, usando os números da plataforma como argumento para prever o fracasso do título.

Dylan Snyder, designer sênior de Overwatch, se posicionou sobre as críticas após publicações que indicavam uma perda de cerca de 50% dos jogadores de Marathon após o evento gratuito Server Slam, possivelmente em razão do lançamento de concorrentes como Slay the Spire 2 e Pokopia. “Fique à vontade para não gostar e ignorar qualquer jogo que quiser, mas isso é comportamento típico de desempregado e solteiro…”, afirmou Snyder em sua conta no X, antigo Twitter, em 8 de março de 2026.

Segundo Snyder, as estatísticas do Steam não mostram a realidade completa, pois contabilizam apenas usuários simultâneos de uma única plataforma e não o total de cópias vendidas ou o número real da comunidade. Ele citou o exemplo de Overwatch, cujos jogadores, em sua maioria, usam o launcher da Blizzard, o Battle.net.

A discussão também teve contribuição de Rebecca Ford, diretora criativa de Warframe. Em 10 de março de 2026, Ford relembrou que, em 2013, quando Warframe foi lançado, 435 títulos chegaram ao Steam naquele ano. Atualmente, segundo ela, são mais de 20 mil jogos lançados anualmente na plataforma, onde milhões de usuários já tiveram contato com mais de 80 mil títulos anteriores.

Mesmo com o mercado saturado, Ford destacou que alguns jogos ainda conseguem surpreender o público, citando recentes sucessos como Helldivers 2 e ARC Raiders. No entanto, ela pontua que o desafio é cada vez maior para novos projetos de jogos “live service”, que precisam conquistar jogadores divididos entre diversos títulos do gênero.