Dezenas são detidos na Nicarágua por se manifestarem a favor da captura de Maduro, diz ONG e imprensa no exílio


Da redação

Pelo menos 61 pessoas foram detidas na Nicarágua após comemorarem ou manifestarem apoio, inclusive em redes sociais, à captura do presidente venezuelano deposto, Nicolás Maduro, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (9) por uma ONG e veículos de imprensa no exílio.

Daniel Ortega e Rosario Murillo, casal que governa a Nicarágua, são aliados de Maduro, que foi capturado por militares americanos em Caracas, no último sábado, e levado a Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas e outros crimes.

A organização Monitoreo Azul y Blanco, que denuncia violações de direitos humanos na Nicarágua, relatou na rede social X que ocorreram “pelo menos 60 detenções arbitrárias” desde a captura de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. As prisões ocorreram em oito departamentos do país.

Segundo a ONG, cerca de 49 pessoas continuam presas sem informações sobre sua situação legal, nove foram liberadas e três ficaram detidas temporariamente. As detenções, afirmou o grupo, acontecem sem ordem judicial e se baseiam em comentários nas redes sociais, comemorações privadas ou por não repetir a propaganda oficial.

De acordo com o jornal Confidencial, editado no exílio, o governo instaurou um “estado de alerta” ordenado por Murillo, com intensificação da vigilância nos bairros e monitoramento das redes sociais. Já o jornal La Prensa, também no exílio, informou que as prisões foram motivadas por “publicações favoráveis” à operação americana.