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Dezoito deputados ficam de fora da votação sobre isenção do Imposto de Renda

Da redação do Conectado ao Poder

Com unanimidade na Câmara, proposta agora vai para o Senado e pode beneficiar 10 milhões de brasileiros.

Dezoito deputados não participaram da votação do projeto que amplia a isenção do Imposto de Renda para aqueles que ganham até R$ 5 mil mensais, realizada na quarta-feira, 1º de outubro. A proposta, que obteve aprovação unânime com 493 votos favoráveis na Câmara, seguirá agora para análise do Senado.

Entre os que se ausentaram, destacam-se Luiziane Lins (PT-CE), que estava a bordo de um barco de ajuda humanitária à Faixa de Gaza e que foi apreendido por Israel, e Mauro Benevides (PDT-CE), internado após um acidente vascular cerebral. Outras ausências notáveis incluem Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que se encontra nos Estados Unidos, e José Medeiros (PL-MT), que estava em uma agenda internacional.

Os deputados que não votaram estão distribuídos entre diferentes partidos: seis do PL, três do MDB, dois do PP, dois do União Brasil, dois do Podemos, um do PT, um do PDT e um do PSD.

  • Detinha (PL-MA)
  • Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
  • Nelson Barbudo (PL-MT)
  • Juarez Costa (MDB-MT)
  • Nelinho Freitas (MDB-CE)
  • Zé Adriano (PP-AC)
  • Geraldo Mendes (União-PR)
  • Fábio Macedo (Podemos-MA)
  • Samuel Santos (Podemos-GO)
  • Luizianne Lins (PT-CE)
  • Mauro Benevides (PDT-CE)

O projeto que isenta quem ganha até R$ 5 mil foi relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL) e já havia sido aprovado na comissão especial em julho. Todos os partidos orientaram seus membros a votarem a favor da proposta.

Se aprovada pelo Senado, a nova legislação entrará em vigor em janeiro e, segundo estimativas do governo, isentará mais 10 milhões de pessoas do pagamento do Imposto de Renda, fazendo com que cerca de 65% dos declarantes deixem de pagar o tributo, com a compensação sendo feita através da tributação dos contribuintes de alta renda.

Com isso, a proposta reflete um esforço do Legislativo em aliviar o peso fiscal sobre os cidadãos de baixa renda, promovendo uma redistribuição mais justa dos impostos no país.