Da redação
Nos quatro primeiros dias de 2026, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) autuou mais de mil motoristas no trânsito da capital. Quase metade das autuações foi por não usar cinto de segurança, seguidas por uso de celular ao volante, embriaguez e CNH vencida. O cenário de imprudência persiste: dados preliminares do Detran-DF apontam aumento de 13,9% nas autuações de 2024 para 2025, com média superior a 9 mil infrações por dia.
As infrações mais recorrentes são excesso de velocidade, tráfego em faixa exclusiva, estacionamento irregular, avanço de sinal e uso de celular. Todas apresentaram crescimento em 2025, com destaque para a alta de 42% nos flagrantes de embriaguez ao volante em relação ao ano anterior. Segundo especialistas, além do aumento da frota e da fiscalização, o comportamento dos condutores no DF tem se deteriorado.
O excesso de velocidade se tornou prática comum, como relata a enfermeira Luiza, 29, multada por trafegar 30% acima do permitido. Especialistas apontam comportamento apressado e transporte público precário como causas para tantas infrações. O Detran indica que velocidade está entre os principais fatores de risco no trânsito, atrás apenas da perda de controle do veículo.
Outro fator é o aumento das suspensões de CNH, que cresceram 20,7% de janeiro a novembro de 2025. Somente as penalidades por disputa de corrida subiram 400%. A maioria das suspensões está ligada à direção sob influência de álcool. O Detran intensificou ações educativas e de fiscalização para enfrentar negligências como excesso de velocidade e direção alcoolizada.
O professor de engenharia de tráfego Paulo Cesar Marques (UnB) e outros especialistas defendem que multas por si só não bastam. Eles apontam a necessidade de educação contínua no trânsito e campanhas que promovam responsabilidade, além de ações integradas entre fiscalização e formação de condutores desde a escola.






