Da redação
Durante a Semana Santa, a venda de peixes no Distrito Federal cresce de forma expressiva, em razão da tradição religiosa de substituir a carne vermelha. Para garantir a segurança dos consumidores, a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF) intensifica as fiscalizações em agroindústrias e pontos de venda durante o período.
O Distrito Federal possui 12 estabelecimentos de pescado registrados no Serviço de Inspeção Distrital (SID), responsáveis pelo processamento e industrialização desses produtos. Segundo o titular da Seagri-DF, Rafael Bueno, a pasta amplia o controle principalmente devido ao aumento do recebimento de pescado de outros estados. “Quando oriundo de outros estados, o pescado deve vir com o selo do Sisbi-SIF, enquanto o produzido no DF deve conter o selo de inspeção do Dipova”, alertou o secretário.
Entre as ações, estão visitas para checar as condições de armazenamento, higiene e boas práticas de fabricação, instalação de barreiras na entrada do DF e monitoramento de vendas clandestinas em feiras e rodovias. A orientação é que a população compre apenas pescados de locais fiscalizados pela Secretaria ou Vigilância Sanitária, facilmente identificados por selos no rótulo que garantem o cumprimento das normas sanitárias.
Os produtores e vendedores se preparam com antecedência para atender à demanda. Guilherme Pereira, piscicultor de 32 anos em Ponte Alta do Gama, cria tilápia há 12 anos e dobra o número de funcionários na Quaresma, planejando a produção com um ano de antecedência. Na Feira do Guará, o vendedor Rafael Soares relata aumento no ritmo de trabalho, com peixes já limpos para agilizar o atendimento.
Entre as espécies mais consumidas no DF, destacam-se os peixes de água doce, como tambaqui, tilápia e pintado, enquanto os produtos de água salgada são majoritariamente enviados do Nordeste.
Com informações da Agência Brasília.







