Da redação
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta, em Taguatinga, tenham matado ao menos três pacientes entre os dias 19 de novembro e 1º de dezembro de 2023, utilizando uma substância letal. Dois suspeitos, um homem de 24 anos e uma mulher de 28, foram presos no último dia 11 durante a Operação Anúbis. Uma terceira investigada, de 22 anos, foi detida na quinta-feira (15). Na ocasião, foram apreendidos dispositivos eletrônicos e provas que ajudam nas investigações.
Em coletiva nesta segunda-feira (19), o delegado Wisllei Salomão informou que as vítimas são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. “Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, afirmou o delegado. A polícia afirma que os técnicos injetaram um medicamento comum das UTIs, porém letal quando aplicado diretamente na veia, provocando parada cardíaca.
Imagens de câmeras da UTI, análise de prontuários e depoimentos de funcionários apontam que o principal suspeito utilizou acessos de médicos para receitar o medicamento, buscou o remédio na farmácia e o aplicou nas vítimas, contando com a conivência das técnicas presas. Em um dos casos, o delegado relatou que foi injetado desinfetante na vítima.
O Hospital Anchieta afirmou, em nota, que demitiu os três auxiliares assim que um comitê interno identificou evidências de conduta suspeita e acionou a Polícia Civil. A instituição disse ainda cooperar plenamente com as autoridades e prestar esclarecimentos às famílias, respeitando o segredo de Justiça.
Os suspeitos estão presos temporariamente, por 30 dias. A investigação apura se houve outros envolvidos ou mortes semelhantes em outros hospitais. O Ministério Público do DF informou que avaliará medidas cabíveis assim que receber o procedimento investigatório.






