Da redação
As Nações Unidas assinalam, esta quinta-feira, o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo. A data, instituída pela Assembleia Geral para aumentar a consciência sobre o tema e reforçar a cooperação internacional, é marcada por mensagem em que o secretário-geral, António Guterres, reafirma o compromisso comum de prevenir o extremismo violento e proteger as populações da ameaça do terrorismo.
Guterres alerta que grupos terroristas exploram contextos de instabilidade, fragilidade socioeconómica e tecnologias sem controlo adequado para intimidar os mais vulneráveis. Segundo o líder da ONU, jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais expostos a processos de radicalização através das redes sociais e de ambientes digitais não regulados, como plataformas de jogos.
O secretário-geral lembrou que, em 2026, a Estratégia Global das Nações Unidas contra o Terrorismo completa 20 anos e o Plano de Ação da ONU para Prevenir o Extremismo Violento cumpre uma década. Ambos demonstram que medidas de segurança, por si só, são insuficientes. A prevenção eficaz exige respostas que enfrentem as causas do extremismo violento, incluindo queixas reais ou percecionadas e condições que favorecem o terrorismo. Ele defendeu o reforço dos sistemas educativos, a ampliação do espaço cívico e a promoção do diálogo e da confiança dentro e entre comunidades.
Guterres sublinhou a necessidade de ação conjunta envolvendo todos os intervenientes, incluindo o setor privado e as empresas tecnológicas, para criar mecanismos de proteção que impeçam a disseminação do extremismo violento. Destacou que essa cooperação é central perante os desafios do uso de novas tecnologias por grupos extremistas e que todos os esforços devem estar ancorados nos direitos humanos e no Estado de direito.
Concluiu apelando à construção de comunidades resilientes e inclusivas. A resolução 77/243, que institui a data, visa reforçar a consciência global e a cooperação entre Estados-membros. A parceria com entidades internacionais, sociedade civil, academia, líderes religiosos e meios de comunicação reafirma que o terrorismo não deve ser associado a qualquer religião, nacionalidade ou grupo específico.








