Da redação
Neste 4 de março é celebrado o Dia Mundial da Obesidade, data que chama atenção para a doença crônica que afeta cerca de 160 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS, mais de 390 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 19 anos estavam com excesso de peso em 2022, colocando a obesidade como um dos maiores desafios de saúde e equidade.
A OMS, em parceria com a Federação Mundial de Obesidade, fomenta políticas e ações para enfrentamento do problema. Dados da agência apontam que até 2035 metade da população global, ou 4 bilhões de pessoas, poderão sofrer de sobrepeso e obesidade. Se o cenário não mudar, os custos globais podem chegar a US$ 3 trilhões por ano até 2030 e ultrapassar US$ 18 trilhões até 2060.
Em 2023, foram registrados cerca de 35 milhões de crianças menores de cinco anos com sobrepeso. O aumento das taxas atinge especialmente países de baixa e média renda e grupos de menor condição socioeconômica, antes restrito a países ricos.
A obesidade resulta do desequilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético com atividade física. Fatores ambientais, psicossociais, genéticos, além de questões como medicamentos, doenças e falta de políticas públicas adequadas, contribuem para o quadro. A disponibilidade de alimentos saudáveis e a criação de espaços para atividade física ainda são desafios destacados pela OMS.
Desde 1975, as taxas de obesidade quase triplicaram globalmente e aumentaram cinco vezes entre crianças e adolescentes. Em 2022, uma em cada oito pessoas vivia com obesidade, com 2,5 bilhões de adultos com sobrepeso, dos quais 890 milhões eram obesos. A condição é apontada pela OMS como fator relevante para doenças não transmissíveis, como diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão, acidente vascular cerebral e diversos tipos de câncer.






