Da redação
Em 48 horas, as negociações sobre o programa nuclear do Irã sofreram uma drástica reviravolta, culminando em um ataque militar dos Estados Unidos e de Israel a cidades iranianas neste sábado (28). Os bombardeios ocorreram durante encontros entre representantes do presidente americano, Donald Trump, e do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, sobre os limites do programa nuclear de Teerã.
O histórico desse diálogo remonta ao acordo firmado em 2015 pelo então presidente americano Barack Obama, que previa a limitação do enriquecimento de urânio pelo Irã em troca do alívio de sanções econômicas. Em 2018, já no segundo ano de mandato, Trump retirou os EUA do pacto. Contudo, em 2025, no início de seu segundo mandato, Trump voltou a sinalizar o interesse em retomar as negociações.
O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr AlBusaidi, atua como mediador das conversas. Segundo seu perfil no X (antigo Twitter), Badr comemorou em 22 de fevereiro: “rodada de conversa entre os dois países acontecerá em Genebra […] com impulso positivo”. No dia 26, informou sobre “progresso significativo” e novas discussões técnicas em Viena. No dia seguinte, relatou avanços à CBS News, destacando que “a paz está ao nosso alcance” e que um acordo estava próximo de acontecer.
Após os ataques deste sábado, Badr declarou estar “consternado” e acrescentou: “As negociações ativas e sérias foram mais uma vez prejudicadas. Nem os interesses dos Estados Unidos nem a causa da paz global são bem atendidos por isso”. Ele apelou aos EUA para não se deixarem “arrastar ainda mais. Esta não é a sua guerra”.
Segundo o Crescente Vermelho, a ofensiva deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos. Na tragédia, destacam-se as mortes de 85 alunas em uma escola para meninas no sul do país.






