Da redação
O Bloco Crocodilo anunciou que vai recorrer à Justiça para garantir que o bloco de Daniela Mercury seja o responsável por abrir oficialmente o Carnaval de Salvador. Segundo a coordenação, o grupo, criado em 1996 e com presença constante nos circuitos, defende que critérios como tradição e volume de público favorecem a agremiação. O objetivo é assegurar o respeito às regras e à importância cultural do bloco no evento baiano.
Em comunicado, a direção do Crocodilo informou que pretende ajuizar um mandado de segurança nas próximas semanas. A ação visa comprovar que o calendário oficial da Prefeitura de Salvador deve considerar as posições conquistadas anteriormente pelo bloco. Caso não haja acordo antes do julgamento, a assessoria jurídica solicitará ao Judiciário uma decisão liminar para garantir a abertura do evento com o bloco de Daniela Mercury.
Atualmente, a escolha dos blocos que iniciam o Carnaval é feita pela Secretaria Municipal de Cultura, baseada em critérios como tradição, público estimado e viabilidade logística. Nos últimos anos, o processo envolveu apresentações de grandes nomes do axé e blocos de rua. O Crocodilo, no entanto, alega que a escalação oficial não refletiu sua posição, beneficiando outros artistas em detrimento das regras previamente estabelecidas.
Daniela Mercury tem papel central no Carnaval de Salvador desde a criação do bloco Pipoca da Rainha. Reconhecida internacionalmente como precursora do axé, a artista atrai multidões nas primeiras horas da folia. Para o Crocodilo, esse apelo de público justifica a prioridade para abertura e reforça sua relevância histórica no circuito da festa.
A decisão agora está nas mãos do Tribunal de Justiça da Bahia, que pode conceder liminar obrigando a prefeitura a ajustar o calendário e garantir destaque a Daniela Mercury. O resultado do processo deve influenciar a organização dos próximos carnavais e estabelecer importantes precedentes para o setor cultural local.








