Da redação
A renovação do Congresso nas eleições de 2026, segundo lideranças políticas experientes, não foi considerada tão significativa, já que boa parte dos eleitos já ocupava outros cargos nos estados ou migrou da Câmara para o Senado. A próxima legislatura deve se assemelhar ao cenário de 2019, quando políticos buscavam destaque nas redes sociais e movimentos ideológicos se sobrepunham às articulações tradicionais do Parlamento.
De acordo com essas lideranças, apesar do Congresso ter feito uma curva à direita recentemente, Flávio Bolsonaro pode não conseguir controlar os parlamentares aliados, mesmo se eleito em segundo turno. Os novos integrantes, muitos sem experiência legislativa, influenciadores digitais e outsiders, devem movimentar os plenários, mas seu alinhamento com o presidente eleito não garante governabilidade ou estabilidade.
A experiência com a bancada do PSL, maior da Câmara durante a Presidência de Jair Bolsonaro, foi marcada por conflitos internos, vaidades e falta de preparo dos novatos, o que levou à desintegração do grupo. O então líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir, chegou a chamar Jair Bolsonaro de “vagabundo” em gravação, e a sequência de crises culminou na saída do presidente da legenda.
O episódio anterior é citado como antecedente para prevenir expectativas de controle absoluto do Executivo sobre o Legislativo, mesmo em cenário de maioria aliada. Parlamentares jovens e de perfil midiático agora ingressam no Congresso, repetindo elementos do ambiente visto em 2019.




