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‘Diretas Já’: Paes defende eleições diretas no Rio e diz que concorreria a ‘mandato-tampão’


Da redação

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), criticou a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que confirmou nesta quarta-feira, 25, a realização de eleições indiretas para escolher o novo governador do Rio. Paes defendeu que o sucessor do Palácio Guanabara seja escolhido pelo voto direto, afirmando: “DIRETAS JÁ!!!! A população deveria ter o direito de escolher”.

Nas redes sociais, nesta quinta-feira, 26, Paes questionou a imparcialidade do processo. “Como decidir com imparcialidade e justiça em um colegiado em que a maioria (muitos eleitos usando o esquema desvendado) faz parte do grupo político que foi cassado pelo próprio TSE na última terça?”, escreveu.

O ex-prefeito declarou que pretende ser candidato caso haja eleição direta para um mandato-tampão. “Colocarei meu nome como candidato com DIRETAS JÁ ou nas eleições de outubro, mas seria importante que a justiça que tardou no caso CEPERJ pudesse ter a atenção necessária com o que se passa no Rio”, afirmou.

O governo do Rio encontra-se vago desde que Cláudio Castro (PL) renunciou para tentar disputar o Senado em outubro, mas teve a candidatura barrada pelo TSE, que o declarou inelegível até 2030. Desde então, o Estado está sob comando interino do presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto.

Após corrigir a certidão do julgamento que condenou Castro, o TSE determinou que a escolha do novo governador e vice-governador será feita de forma indireta, em votação conduzida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Couto comunicou oficialmente a Alerj sobre o procedimento, informando sobre a vacância dos cargos e o teor da decisão do tribunal.