Da redação
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, não compareceu à sessão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 20. Ele havia sido convidado para prestar esclarecimentos sobre a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, realizada em abril.
A Polícia Federal confirmou antecipadamente a participação de Rodrigues, mas comunicou a ausência na véspera do encontro, sem apresentar justificativa, conforme relato do colegiado. O convite não obrigava a presença do diretor-geral, já que não se tratava de uma convocação formal, segundo regras da Câmara.
Em resposta à ausência, a comissão aprovou dois requerimentos de convocação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, para depor sobre o mesmo assunto na próxima reunião, agendada para o dia 27. Os deputados querem esclarecimentos detalhados sobre os procedimentos adotados pela PF no caso Ramagem.
Durante a sessão, Marcel van Hattem (Novo-RS), vice-presidente da comissão, classificou a ausência como “grave desconsideração institucional”. Ele declarou: “O silêncio, a evasiva e a recusa em comparecer ao Parlamento jamais fortalecem as instituições republicanas”. O parlamentar defendeu o comparecimento por ser “dever inerente ao regime democrático”.
Van Hattem acrescentou que o primeiro convite a Rodrigues foi feito em 5 de maio. Apesar da confirmação para audiência marcada no dia 13, a sessão foi cancelada por viagem previamente agendada pelo diretor-geral. Posteriormente, a própria Polícia Federal sugeriu agendar para a data dessa quarta-feira.
Além de Van Hattem, deputados como General Girão, Cabo Gilberto Silva, Evair Vieira de Melo e Sóstenes Cavalcante expressaram críticas à ausência de Rodrigues. O episódio também motivou a aprovação de outros convites no Congresso, incluindo requerimentos para ouvir o delegado Marcelo Ivo e o envio de pedidos de informação ao ministro da Justiça.






