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Diretor da Quaest diz que abstenção pode definir disputa entre Lula e Flávio


Da redação

Felipe Nunes, diretor da Quaest, analisou pesquisa divulgada em que Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 46% das intenções de voto contra 42% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventual segundo turno. Segundo Nunes, o cenário aponta empate técnico, dentro da margem de erro.

De acordo com Nunes, na pesquisa anterior, Flávio já estava numericamente à frente, mas também em empate técnico. Ambos oscilaram positivamente, com redução no percentual de eleitores que declaram voto branco, nulo ou abstenção. O diretor afirma que o chamado “voto útil” à direita já aconteceu, tornando essencial para Lula reduzir a abstenção para tentar reverter o quadro.

Segundo Nunes, o comportamento do eleitorado jovem também mudou: antes do primeiro turno, predominava o medo de Lula, mas agora esse sentimento se divide, com 45% temendo a volta da família Bolsonaro e 45% ainda receando Lula. Sobre os motivos, ele aponta que, para quem teme Lula, predominam corrupção, custo de vida e má administração; entre os que rejeitam Bolsonaro, citam rejeição pessoal, tentativa de golpe, memória de governo ruim e possíveis cortes em programas sociais.

Nunes também destacou que a aprovação do governo Lula subiu de 44% para 45%, enquanto a desaprovação caiu de 49% para 48%, mantendo saldo negativo. Ele aponta que propostas como proibição das bets e reajuste do salário mínimo são bem avaliadas entre os que tomaram conhecimento, enquanto pautas como redução da maioridade penal e impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal favorecem Flávio Bolsonaro.