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Disputa acirrada: Lula e Flávio travam guerra pelo apoio dos eleitores de centro


Da redação

As pré-campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se preparam para um embate equilibrado, com foco na conquista do eleitor não alinhado aos principais polos políticos. Lula, que tentará um quarto mandato, enfrenta alta rejeição e busca maneiras de inovar em seu governo para sensibilizar o público de centro, historicamente visto como decisivo em eleições.

Flávio Bolsonaro, lançado candidato pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no fim de 2023, vem crescendo nas pesquisas, impulsionado pela força do bolsonarismo e pelo pensamento anti-Lula. Em resposta, ambas as campanhas avaliam estratégias para atrair eleitores atualmente distantes dos dois principais blocos.

No governo, uma das apostas de Lula é o anúncio de medidas para reduzir o endividamento das famílias, atualmente apontado como fator determinante para o mau humor do eleitorado. Segundo integrantes do governo, o Ministério da Fazenda estuda autorizar trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos a sacar até 20% do FGTS para quitar dívidas. O programa, ainda em elaboração, também deve prever linhas de crédito para caminhoneiros, motoristas de aplicativos, taxistas e setores como construção civil e fertilizantes.

Nesta segunda-feira, 13, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) esclareceu que a proposta visa apenas a redução de dívidas, não a abertura de novas. “Não é aumentar a dívida, mas reduzir a dívida”, afirmou Alckmin.

No campo oposto, Flávio Bolsonaro aposta em um “bolsonarismo light” para tentar ampliar sua base. Ele equilibra acenos à base conservadora — defendendo pautas como anistia de condenados por atos golpistas e impeachment de ministros do STF — com gestos a novos públicos, incluindo temas tradicionais da esquerda. “Sou um Bolsonaro que toma vacina”, declarou.