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Disputa por novo governador pode transformar o RJ em palco eleitoral pelos próximos 6 meses

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Da redação

O Rio de Janeiro pode atravessar um período de seis meses em “clima de campanha” caso o STF (Supremo Tribunal Federal) decida pela realização de eleições diretas para o cargo de governador-tampão após a cassação de Cláudio Castro (PL). O julgamento ocorre nesta quarta-feira (8) e já conta com quatro ministros favoráveis ao voto popular, cenário semelhante ao da eleição suplementar de Tocantins em 2018.

Se confirmada a eleição direta, a escolha do novo governador pode ocorrer em 21 de junho, data prevista pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para pleitos suplementares em 2024. As convenções partidárias começariam em 27 de abril e o segundo turno poderia ser realizado até 12 de julho, com diplomação prevista até 27 de julho. No entanto, em 20 de julho começa o prazo para convenções das eleições gerais de outubro, permitindo que o eleito como tampão dispute imediatamente a reeleição.

Entre os pré-candidatos está o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que já declarou interesse em concorrer caso seja por voto direto, e o deputado Douglas Ruas (PL), que disputará em qualquer cenário. Caso a eleição seja indireta, a definição ficará a cargo da Assembleia Legislativa. O principal entrave logístico é o tamanho do eleitorado fluminense, de 13 milhões de pessoas, frente a pouco mais de 1 milhão em Tocantins.

O PSD-RJ, partido de Paes, reivindicou no STF que a renúncia de Castro seja ignorada, alegando tentativa de manipulação da escolha do sucessor pela Alerj. O ministro Alexandre de Moraes defendeu voto popular em caso de cassação. A análise da sucessão ganhou complexidade após diversas renúncias e prisões que desestruturaram a linha sucessória no estado.

Atualmente, o Rio está sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça. Por decisão liminar do ministro Cristiano Zanin, ele permanece no cargo até a definição do novo governador-tampão, o que será discutido pelo Supremo nesta quarta.