A Câmara Legislativa aprovou, em primeiro turno, o PLC 54 (Projeto de Lei Complementar) que regulariza os templos religiosos e assistências sociais, a partir da venda direta para as instituições religiosas. O envio da matéria, que por lei deve ser de autoria do Poder Executivo, teve pressão da bancada evangélica, que na última semana se reuniu com o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que aceitou a proposta, mesmo apresentando perda na arrecadação.
O valor de venda do imóvel provocou alguma discussão entre os distritais. É que ele será avaliado por valores de 2006, sem correção monetária, quando deveria ser corrigido para valores de 2016 quando a venda será iniciada. O alerta foi feito pelo vice-presidente da Ceof (Comissão de Economia, Orçamento e Finanças), Wasny de Roure (PT). Os argumentos foram rebatidos pelo distrital Rodrigo Delmasso (PTN) que afirmou que a Lei 806/2006 previa que o prazo temporal para a cobrança era de dezembro de 2006,
A matéria foi relatada pelo menos em duas comissões por evangélicos. Na CAF (Comissão de Assuntos Fundiários), Telma Rufino (sem partido), e na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Sandra Faraj (SD). O segmento vem tentando a aprovação de matérias desta natureza há pelo menos duas legislaturas, sempre tendo intervenções contrárias do MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios).





