Da redação
O Distrito Federal registrou em julho inadimplência em 51,2% das famílias, percentual bem acima da média brasileira, que ficou em 29,8%. Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor apontam que, apesar da maior renda domiciliar per capita do país, o DF enfrenta dificuldade para manter os pagamentos em dia.
O levantamento mostra que, embora apenas 79,9% das famílias do DF tenham algum tipo de dívida, índice inferior à média nacional de 82%, o volume de contas atrasadas na capital federal supera capitais como Natal, Salvador, Cuiabá e São Paulo. Em comparação, Cuiabá teve inadimplência de 16,3% em julho e São Paulo, de 20,7% em junho.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a renda per capita no DF chegou a R$ 4.538 em 2025, quase o dobro da média nacional, que ficou em R$ 2.316. De acordo com César Bergo, economista da Universidade de Brasília, “Ganha-se muito, mas gasta muito também. E fica pouca renda para fazer pagamento de dívida”. Bergo também destaca o uso do cartão de crédito como complemento de renda, o que pode elevar o endividamento.
Apesar disso, as famílias do DF comprometem em média 23,9% da renda com dívidas, abaixo dos 29,5% do país, mas permanecem mais tempo endividadas: 40,8% carregam débitos por mais de um ano, frente a 33,1% nacionalmente. Para 20,8% dos lares brasilienses, não há expectativa de quitar as contas atrasadas no mês seguinte, situação vivida por aproximadamente 219,5 mil famílias.





