Da redação
O Distrito Federal registrou taxa de 9,6 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes, conforme o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ficando com o terceiro menor índice do país, atrás de Santa Catarina (7,6) e São Paulo (7,8), com 287 vítimas. O resultado, porém, representa aumento de 5,8% em relação a 2024, quando foram registrados 270 casos, enquanto o restante do Brasil observou queda, atingindo média de 19,1 mortes por 100 mil habitantes.
Apesar do resultado favorável nas mortes violentas intencionais, o Distrito Federal apresentou piora nos indicadores de violência contra a mulher. Segundo o Anuário, os feminicídios chegaram a 29, crescimento de 31,1% ante 22 ocorrências no ano anterior, sendo superior ao aumento nacional de 4%. Tentativas de feminicídio também cresceram de 95 para 135, alta de 41,4%, além do avanço nos descumprimentos de medidas protetivas, de 2.262 para 2.697 registros.
O levantamento mostra que, entre as 29 vítimas de feminicídio, quatro tinham medida protetiva de urgência ativa. No cenário nacional, foram contabilizados 1.571 feminicídios, dos quais 65,1% das vítimas eram mulheres negras e 96,4% dos autores identificados eram homens, predominando casos ocorridos no ambiente doméstico com companheiros ou ex-companheiros.
Outro destaque do Anuário é o aumento nos crimes de estelionato no Distrito Federal, que alcançou 51.457 registros e taxa de 1.717 por 100 mil habitantes – a segunda maior do país, atrás apenas de São Paulo. O crescimento desses golpes acompanha a expansão nacional dos crimes patrimoniais e está relacionado principalmente a fraudes digitais, como falsas centrais bancárias, golpes envolvendo Pix e clonagem de cartões.



