Da redação
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (1º) em alta de 0,92%, cotado a R$ 5,209, após atingir máxima de R$ 5,219 durante o pregão, segundo dados do mercado financeiro. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,20%, fechando aos 171.688 pontos. Os movimentos ocorreram em meio à expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
Segundo analistas, investidores ajustaram posições diante da possibilidade de o Federal Reserve (Fed), Banco Central dos Estados Unidos, manter taxa básica elevada. Esse cenário torna os títulos do Tesouro norte-americano mais atraentes, favorece o dólar e reduz o fluxo de recursos para emergentes, como o Brasil. O saldo líquido dos investimentos estrangeiros na B3 foi negativo em R$ 8,7 bilhões em junho.
No cenário doméstico, investidores monitoraram pesquisas eleitorais e a notícia de que Michelle Bolsonaro deixou a presidência do PL Mulher. Operadores acompanham ainda indicadores econômicos divulgados recentemente, ampliando a cautela nos mercados. Apesar da valorização pontual, o dólar acumula queda de 5,08% no ano.
Entre dados divulgados nesta quarta-feira (1º), o setor privado dos Estados Unidos criou 98 mil empregos em junho, conforme relatório norte-americano. O mercado aguarda o payroll, que será apresentado na quinta-feira (2), e declarações de dirigentes do Fed e Banco Central Europeu, que não sinalizaram cortes iminentes de juros. O fluxo cambial brasileiro ficou positivo em US$ 7,168 bilhões até 26 de junho, segundo o Banco Central.




