Da redação
O dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,149, com alta de 0,49%, próximo de R$ 5,15, enquanto o Ibovespa fechou em baixa de 0,91%, aos 185.500,88 pontos. Segundo operadores, o mercado repercutiu a valorização do petróleo, incertezas políticas no Brasil e tensões geopolíticas no exterior.
Pela manhã, o dólar chegou à máxima de R$ 5,183 em meio à procura por ativos de menor risco, refletindo o avanço do petróleo Brent, negociado a US$ 105,68 com alta de 1,02%. Durante a tarde, a moeda perdeu força após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis negociações com o Irã, o que reduziu preocupações sobre a oferta global de petróleo.
De acordo com especialistas, o ambiente de instabilidade foi ampliado no Brasil pela divulgação de pesquisas eleitorais e pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal. O caso referente ao ministro Alexandre de Moraes será analisado pelo plenário do STF. O mercado de juros também sofre influência, à espera de decisão sobre os juros nos Estados Unidos pelo Federal Reserve e projeções de novo corte da Selic no Brasil.
No exterior, a aversão ao risco aumentou com temores sobre inteligência artificial e impactos do petróleo, levando o índice DXY do dólar a subir 0,41%, aos 99,508 pontos, e o S&P 500 a recuar 0,48% em Nova York. O Brent acumula alta de mais de 15% no mês e cerca de 75% no ano, enquanto o dólar registra queda de 6,19% no Brasil em 2022.





