Da redação
O dólar encerrou o dia cotado a R$ 5,069, alta de 0,13%, após a disputa pela formação da Ptax. Segundo analistas, o movimento refletiu a busca de proteção por investidores diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e do fortalecimento da moeda norte-americana no exterior.
Além do câmbio, o pregão foi marcado por um atraso de mais de duas horas na abertura dos mercados da B3 devido a um problema técnico na infraestrutura de pós-negociação. De acordo com a bolsa, não houve indícios de ataque cibernético e o episódio não interferiu significativamente no desempenho dos ativos.
No mês, o dólar acumulou desvalorização de 1,82%. Entre os fatores que favoreceram o real estão a alta do petróleo, fluxo de capital estrangeiro e os juros elevados no Brasil, que seguem atraindo operações conhecidas como carry trade. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,47% aos 177.999 pontos e registrou alta de 3,47% em julho.
O petróleo também apresentou forte valorização mensal, impulsionado pelo agravamento das disputas entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent fechou a US$ 87,93, alta de 23,5% em julho. O WTI avançou 21,8%, cotado a US$ 84,67, em meio a relatos de restrições às operações no Estreito de Ormuz e expectativa pela reunião da Opep+.




