Da redação
Nesta sexta-feira (20), o mercado financeiro registrou nova rodada de tensões, com o dólar comercial fechando em R$ 5,309, alta de 1,79% (+R$ 0,093). A moeda norte-americana abriu o dia em cerca de R$ 5,24 e intensificou a valorização após a abertura das bolsas nos Estados Unidos. No mês de março, o dólar acumula alta de 3,41%, atingindo o maior valor desde 13 de março.
O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 2,25% e terminou o pregão aos 176.219 pontos, no patamar mais baixo desde 22 de janeiro. A bolsa caiu 0,81% no dia e acumula perdas de 6,66% em março, completando quatro semanas consecutivas de queda, embora registre alta de 9,37% em 2026.
A instabilidade refletiu o aumento da aversão ao risco global devido à escalada do conflito no Oriente Médio e à disparada dos preços de energia. O agravamento das tensões envolvendo o Irã, além de informações sobre possível envio de tropas norte-americanas e ameaças ao fornecimento de petróleo, ampliaram a cautela dos investidores.
O temor de interrupção no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo, e a valorização do Brent, que fechou acima de US$ 112 por barril (+3%), aumentaram as preocupações quanto a um choque prolongado nos preços da energia. Instituições financeiras alertam que, em caso de corte no fluxo, os preços poderão seguir elevados por meses.
No Brasil, o real teve uma das piores performances entre moedas emergentes, refletindo a fuga de recursos e ajuste de posições. Os juros altos nos EUA elevaram a pressão sobre ativos de risco, afetando negativamente ações de setores ligados ao ciclo econômico e ao crédito, como construção civil e varejo.
*Com informações da Reuters.







