
Ian Garry derrotou Carlos Prates no UFC Kansas City. Foto: Reprodução/UFC
Em meio a críticas sobre o desempenho de Carlos Prates no quinto round do UFC Kansas City, Ian Garry defendeu o adversário. O irlandês, vencedor da luta por decisão unânime no último sábado (26), comparou o brasileiro a uma ‘fera ferida’ e destacou sua intensidade na luta principal do evento.
“Não consigo imaginar como alguém pode criticar Carlos Prates por não aumentar o ritmo no final, quando eu impus uma velocidade absurda. Ele teve sorte de ainda estar de pé no octógono. Entrou no último round mais perigoso que nos outros quatro, porque sabia que precisava vencer. Era como uma ‘fera ferida’. O melhor dele não foi suficiente”, disse Garry em entrevista ao ‘The Ariel Helwani Show’.
O irlandês, que recebeu fortes golpes no quinto assalto e chegou a passar por apuros no solo, também negou ter ficado desorientado durante o ataque final.
“Estive consciente em todos os momentos. Sabia do perigo que ele representava. Mantive a movimentação para dificultar os ajustes dele”, concluiu.
Ian Garry dominou, mas sentiu pressão de Carlos Prates na reta final
No duelo principal do evento realizado no T-Mobile Center, em Kansas City (EUA), Garry manteve o controle estratégico durante quatro rounds, com jabs precisos, movimentação lateral e tentativas de quedas que desestabilizaram Prates. A virada dramática quase veio no quinto round.
Pressionado pela derrota iminente, o brasileiro desferiu uma sequência de socos que obrigaram Garry a buscar quedas defensivas. Em determinado momento, assumiu a posição de montada e desferiu fortes golpes por cima, que fizeram o irlandês ficar em apuros e, por pouco, não ser nocauteado.
Com nove vitórias em dez lutas na organização, Ian Garry garantiu vaga como reserva oficial no UFC 315, onde poderá substituir um dos lutadores — Belal Muhammad ou Jack Della Maddalena — no duelo pelo cinturão dos meio-médios (até 77kg.).





