Da redação
Dona de casa pode contribuir para o INSS sem vínculo empregatício formal, por meio da modalidade facultativa. O procedimento está disponível a qualquer tempo e em todo o país para pessoas que desejam manter a proteção previdenciária mesmo sem exercer atividade remunerada, segundo as regras do Instituto Nacional do Seguro Social.
Essa opção inclui não só donas de casa, mas também estudantes e pessoas desempregadas. Para ter acesso aos benefícios previdenciários, como aposentadoria por idade, auxílio-doença e salário-maternidade, é necessário se inscrever no INSS como contribuinte facultativo e fazer os pagamentos mensais corretamente.
O interessado deve escolher a alíquota adequada e utilizar o código de pagamento correspondente ao tipo de contribuição. O INSS oferece variações: há contribuição sobre 20% do salário mínimo até o teto previdenciário, ou a opção simplificada, com alíquota reduzida, conforme as normas vigentes para cada perfil de segurado.
Além disso, quem integra o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e possui renda familiar de até dois salários mínimos pode se beneficiar de uma alíquota ainda menor, pagando 5% do salário mínimo. Essa alternativa destina-se, principalmente, a famílias de baixa renda que declararam situação regular no CadÚnico.
É fundamental que o contribuinte atente para prazos e regularização dos recolhimentos. Dados preenchidos incorretamente no pagamento ou o uso de códigos errados podem gerar pendências e prejudicar o acesso a benefícios futuros. O INSS orienta a consulta prévia das informações antes de efetuar o pagamento para evitar problemas.
A contribuição facultativa assegura cobertura previdenciária a quem não está empregado formalmente. O número de donas de casa inscritas nessa modalidade cresceu nos últimos anos, impulsionado pela necessidade de garantir proteção social mesmo fora do mercado formal de trabalho.







