Drops da semana: o discurso de Fachin, prioridades no Congresso e lances eleitorais


Da redação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu nesta segunda-feira, 2, os trabalhos do Judiciário. A sessão, realizada no início da tarde, foi marcada pela expectativa de discussões sobre a adoção de um código de conduta para os ministros da Corte, tema que ganhou força após investigações envolvendo o Banco Master no início do ano passado. Fachin, defensor da implementação das regras, deve abordar o assunto em seu discurso, mas enfrenta resistência de ministros como Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

A primeira sessão do ano ocorre com nove ministros presentes e Luiz Fux participando virtualmente, devido a uma pneumonia dupla. A vaga de Luís Roberto Barroso segue em aberto, aguardando indicação. Entre os principais temas na pauta do STF para as próximas semanas estão o julgamento dos acusados pela morte da vereadora Marielle Franco e a análise de ação penal contra deputados do PL acusados de desvios de emendas parlamentares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de abertura no STF. Em sua fala, Lula sinalizou que abordaria temas sensíveis, como o próprio código de conduta proposto por Fachin e as emendas parlamentares, foco de tensão entre Supremo e Congresso. Divergências em torno do orçamento foram reforçadas na sexta-feira anterior pela ministra do Planejamento, Simone Tebet, em São Paulo.

No Congresso, os trabalhos também foram retomados nesta segunda pelos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Entre as prioridades legislativas estão a análise de vetos presidenciais e possíveis CPIs, inclusive sobre o Banco Master. O governo aposta ainda na votação da Medida Provisória do Gás do Povo, na PEC da Segurança Pública e nas negociações do acordo Mercosul-União Europeia.

O mês de abril será decisivo para definição dos candidatos às eleições de 2026, com prazo para desincompatibilização de cargos. Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (Fazenda) concentram expectativas, enquanto Simone Tebet pode transferir o domicílio para São Paulo visando o Senado ou o governo estadual. O cenário político segue em movimento, com destaque para novas alianças e mudanças partidárias.