Da redação
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quinta-feira (19) sua saída do cargo para disputar novamente o governo de São Paulo. A decisão, já conhecida no PT e no governo, foi oficializada durante um ato do partido no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, com participação do presidente Lula. Será a segunda disputa entre Haddad e o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos); em 2022, Haddad foi derrotado no segundo turno. O PT considera a candidatura fundamental para fortalecer o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país, dominado pela oposição. O secretário-executivo Dario Durigan assume interinamente o comando da pasta, com a expectativa de manter as diretrizes do antecessor.
Ainda nesta quinta-feira, o empresário Daniel Vorcaro, dono do banco Master, foi transferido da Penitenciária Federal de Brasília para a sede da Polícia Federal no DF, por decisão do ministro do STF André Mendonça. A mudança visa facilitar as negociações para um acordo de delação premiada. Também foi assinado um termo de confidencialidade entre Vorcaro, sua defesa, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, primeiro passo formal para a possível colaboração.
A delação de Vorcaro pode gerar impacto significativo em diversas esferas, envolvendo congressistas, magistrados e autoridades de governos estaduais e federais desde a gestão Bolsonaro. Há receio de que revelações possam prejudicar candidaturas tanto do governo Lula quanto da oposição nas eleições de outubro, além do risco de manipulação e fake news nas redes sociais, o que exigirá atenção da Justiça Eleitoral.
Na CPI Mista do INSS, decisões do STF aumentaram o descontentamento do colegiado. O ministro Flávio Dino pediu explicações ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sobre R$ 3,6 milhões destinados a uma fundação ligada ao banco Master. Outra decisão, de Gilmar Mendes, suspendeu a quebra de sigilo do fundo Arleen, também vinculado ao Master. Viana confirmou o envio de recursos e defendeu a autonomia da comissão.
Entre os aliados e familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro, cresce a expectativa de que ele cumpra prisão domiciliar ao receber alta hospitalar, mantendo pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Por fim, o Copom reduziu em 0,25 ponto percentual a Selic, de 15% para 14,75%, adotando cautela diante dos impactos da guerra no Oriente Médio sobre a inflação e os juros.







