Da redação
O Programa Eco Invest Brasil realizou o maior leilão de sua história, segundo resultado divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Tesouro Nacional. O terceiro leilão do programa alcançou demanda com potencial de mobilizar cerca de R$ 80 bilhões em investimentos em equity, dos quais R$ 24 bilhões em recursos públicos. Deste montante, foram homologados R$ 15 bilhões em capital público, viabilizando aproximadamente R$ 53 bilhões em investimentos privados, com destaque para mais de R$ 11 bilhões destinados ao desenvolvimento de startups e pequenas e médias empresas.
Criado em 2024, o Eco Invest Brasil busca incentivar investimentos privados sustentáveis e atrair capital externo para a transição ecológica. O programa oferece instrumentos financeiros inovadores, como proteção parcial contra a volatilidade cambial, e apoia setores como indústria verde, recuperação de biomas, infraestrutura climática e inovação tecnológica. Segundo a Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP), as propostas homologadas equivalem a 32,5% de todo o investimento realizado no setor no país em 12 meses.
Seis instituições financeiras tiveram propostas vencedoras neste leilão. O Itaú liderou, com cerca de 50% do volume homologado, próximo a R$ 30 bilhões. Também foram selecionados Caixa Econômica Federal (R$ 9 bilhões), Bradesco, HSBC, BNDES e Banco do Brasil. Os recursos serão direcionados principalmente a projetos de Transição Energética (64,5%), seguidos de Bioeconomia (16%), Infraestrutura Verde para Adaptação (10,4%) e Economia Circular (9,1%), alinhando-se ao Plano de Transformação Ecológica – Novo Brasil.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Eco Invest já ultrapassou R$ 127 bilhões em potencial de mobilização de recursos, evidenciando o aumento do interesse do setor privado em projetos sustentáveis. Os setores estratégicos incluem combustível sustentável de aviação (SAF), com R$ 12,2 bilhões, e cadeias de baterias e veículos elétricos, que somam R$ 9,3 bilhões.
Coordenado pelos Ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente, com apoio do BID e da Embaixada do Reino Unido, o Eco Invest Brasil se consolida como o maior programa de finanças verdes do país. As instituições vencedoras terão até 24 meses para mobilizar capital externo e até 60 meses para aportar os recursos nos projetos escolhidos.




