Da redação
O PT de Minas Gerais decidiu lançar candidatura própria ao governo do estado após a desistência do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) em liderar o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas. A decisão ocorreu no último fim de semana, visando reposicionar o partido no cenário estadual.
O partido tenta se afastar do legado da gestão do ex-governador Fernando Pimentel, último petista a comandar Minas Gerais. A escolha foi tomada em meio a críticas internas dirigidas ao diretório nacional do PT pela condução das articulações políticas recentes relativas às alianças estaduais.
Parte dos petistas mineiros aponta que Edinho Silva, presidente nacional da sigla, falhou ao não obter apoio do PDT em Minas, em contrapartida à desistência do PT a favor do PDT no Rio Grande do Sul. “Edinho errou ao não costurar o apoio do PDT no âmbito nacional”, avaliou reservadamente um integrante do partido no estado.
Em contraponto, outro dirigente petista defende Edinho, afirmando que, no período em que as negociações ocorreram, a principal aposta do PT ainda era em Rodrigo Pacheco. Assim, o presidente do PT teria ficado impossibilitado de propor alianças locais com o PDT mineiro, atualmente representado por Alexandre Kalil.
O cenário interno no PT mineiro é de disputa para não liderar a chapa majoritária. Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, e o deputado federal Reginaldo Lopes são os nomes cotados, ambos preferindo manter suas posições atuais, respectivamente como candidata ao Senado e à reeleição na Câmara dos Deputados.
Apesar das resistências, o partido defende a candidatura de um dos dois à sucessão estadual e anunciou que Marília Campos e Reginaldo Lopes devem ter seus nomes avaliados em pesquisas de opinião a partir de agora. O PDT em Minas tem Alexandre Kalil como pré-candidato ao governo.







