Da redação do Conectado ao Poder
O ex-deputado critica a cúpula da corporação e reitera sua posição diante da ordem de retorno ao cargo no RJ.
Eduardo Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 2, que não entregará seu cargo na Polícia Federal, apesar de uma ordem para que retornasse a sua posição em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A determinação foi publicada em uma portaria que indicou o retorno imediato do ex-deputado devido ao fim de seu afastamento, após a perda de seu mandato por faltas na Câmara dos Deputados.
No vídeo publicado em suas redes sociais, Eduardo disse que “não tem condição de retornar ao Brasil agora”, mencionando o estado de saúde de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que recentemente retornou ao cumprimento de sua pena. Ele declarou: “Vou lutar por ele meu cargo na Polícia Federal. Porque sei que sou uma pessoa que batalhou para ser aprovado nesse concurso.”
Eduardo Bolsonaro também ressaltou que acredita estar sendo alvo de perseguição e criticou a gestão da Polícia Federal. “Não abdiquei de todos os privilégios parlamentares para me sujeitar aos caprichos dos bajuladores de tiranos, que chefiam a Polícia Federal”, disse ele, enfatizando sua determinação em manter seu posto.
O ex-parlamentar vive nos Estados Unidos desde março de 2025, onde se licenciou do mandato para auxiliar no julgamento de seu pai, que foi condenado pelo STF em relação aos eventos políticos de 2022. Eduardo ocupou o cargo de escrivão da Polícia Federal entre 2010 e 2014 e possui formação em Direito pela UFRJ.
A diretoria de gestão de pessoas da PF definiu que o afastamento de Eduardo chegaria ao fim após a declaração da Câmara sobre a perda de seu mandato, sendo, portanto, necessário o retorno ao cargo de escrivão.






