Da redação
O Partido dos Trabalhadores (PT) vai utilizar seu tempo de propaganda partidária no rádio e na TV, nas próximas semanas, para atacar seu principal adversário, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A expectativa é que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva reaja aos ataques que vem recebendo de Flávio já a partir deste mês de abril.
A mudança de estratégia do PT foi motivada pelos resultados do último levantamento Genial Quaest, divulgado em 11 de março, que mostra Lula e Flávio Bolsonaro empatados, com 41% dos votos cada um em um eventual segundo turno. Em fevereiro, Lula tinha 43% e Flávio, 38%. A ofensiva também inclui ações em redes sociais e trabalho de base em cidades estratégicas, segundo fonte sob anonimato.
Em 17 de março, a Executiva Nacional do PT aprovou resolução que formaliza a nova linha de atuação e associa Flávio Bolsonaro à suposta continuidade de um “projeto político baseado no ataque à democracia”. O texto menciona o caso das “rachadinhas”, anulado pelo Superior Tribunal de Justiça em 2021, e critica a atuação de Flávio no Senado. A resolução reforça o discurso adotado por Lula desde fevereiro, quando declarou o fim do “Lulinha Paz e Amor”.
O PT e o PL possuem, cada um, 20 minutos de inserções em rádio e TV ao longo do primeiro semestre de 2026, divididos em 40 inserções, conforme critérios de representatividade. As propagandas petistas começam no próximo dia 23 e seguem pelos meses de maio e junho, sempre às terças, quintas e sábados.
Flávio Bolsonaro confirmou sua pré-candidatura em dezembro, após sinalização do pai. Desde então, intensificou críticas ao governo Lula e buscou pautas de centro, como feminicídio, em suas redes sociais. Outros nomes confirmados para a disputa incluem Ronaldo Caiado, que também criticou o PT e Flávio Bolsonaro, e Fernando Haddad (PT), ainda na definição de sua chapa para o governo paulista.







