Da redação
Jair Bolsonaro completa hoje seis meses de prisão por crimes contra a Constituição, incluindo tentativa de golpe de Estado. Neste sábado, 21 de março, o ex-presidente chega aos 71 anos de idade, com perspectiva de cumprir condenação até os 98 anos, segundo decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Mesmo encarcerado, Bolsonaro mantém forte influência política. Ele surpreendeu ao determinar o mapa eleitoral do Partido Liberal (PL), nomeando o filho, Flavio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, como candidato à Presidência da República. Além de Flavio, toda a família deve disputar cargos no Congresso: Michelle Bolsonaro tenta vaga por Brasília; a ex-mulher, Rogéria, disputa no Rio; Carlos Bolsonaro e Jair Renan concorrem em Santa Catarina; e o irmão Eduardo Bolsonaro busca reeleição em São Paulo.
Flavio Bolsonaro, apesar de ausente durante o primeiro trimestre do ano em viagens ao exterior, aparece em segundo lugar nas pesquisas, com 35% das intenções de voto, próximo de Lula, que lidera com 40%. Em alguns levantamentos, Flavio chega a empatar com o atual presidente, evidenciando o peso do clã Bolsonaro no cenário eleitoral.
O ex-presidente também pretende garantir uma base aliada de 42 dos 81 senadores, número considerado suficiente para pressionar o STF com pedidos de impeachment em 2027. O controle dessa bancada é visto como parte central da estratégia de Bolsonaro para reagir à condenação e tentar influenciar o Judiciário.
O Partido Liberal, com cerca de um bilhão de reais em recursos públicos para a campanha, será palco desse projeto de poder familiar e de confronto entre Legislativo e Judiciário, mesmo com seu principal líder atrás das grades.








