Eleições 2026: vai começar a batalha pelo seu voto. Digo, alma


Da redação

O cenário político nacional começa a se delinear para as próximas eleições, embora ainda faltem as convenções partidárias e o registro oficial das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Luiz Inácio Lula da Silva deve concorrer ao quarto mandato de presidente. Flávio Bolsonaro, para surpresa de alguns analistas, se consolida como candidato competitivo. Outros nomes que aparecem no páreo são Ratinho Jr. (possivelmente), Aldo Rebelo, Renan Santos e Romeu Zema, este último ainda incerto.

Nos próximos meses, esses e outros possíveis candidatos disputarão intensamente a preferência do eleitor. O discurso será centrado em conquistar não apenas o voto, mas o coração e a esperança dos brasileiros, que frequentemente buscam por projetos de país e propostas concretas, mesmo que, na prática, documentos programáticos sirvam mais para justificar rivalidades do que para serem lidos pelo eleitor.

A disputa eleitoral se apresenta como uma verdadeira batalha social, alimentada pelos ressentimentos, vaidades e a necessidade dos eleitores de se sentirem certos. “O combustível desse moedor de almas aí são vocês, digo, nós, os cidadãos”, destaca o texto, ressaltando o ambiente polarizado e de desgaste emocional.

O processo eleitoral tende a provocar rupturas em laços familiares e de amizade: divergências ganham contornos de traição, piadas tornam-se ofensas e reputações podem ser destruídas em instantes. “Pais brigarão com os filhos. Amizades serão desfeitas. O 5º Mandamento vai pras cucuias nessa disputa”, afirma.

Em novembro, metade do país terá a sensação de vitória, enquanto a outra parte buscará consolo na indignação. Ao final, o texto alerta sobre os excessos da idolatria política e pede reflexão: “a alma é um bem precioso demais para ser jogado fora assim, só para eleger, dar poder e idolatrar qualquer candidato.”