Da redação do Conectado ao Poder
Produções recentes investigam a tragédia do caso Eloá, reabrindo discussões sobre mídia e feminicídio no Brasil.

O caso de Eloá Pimentel, que em 2008 chocou o Brasil ao envolver o sequestro e assassinato de uma jovem de apenas 15 anos, volta a ganhar destaque 15 anos após a tragédia. Eloá foi feita refém pelo ex-namorado Lindemberg Alves em Santo André, São Paulo, e uma série de produções audiovisuais recentes reacendeu o debate sobre a violência de gênero no país. O sequestro, que foi transmitido ao vivo por diversas emissoras, durou mais de 100 horas e terminou tragicamente com a morte de Eloá.
A partir do dia 12 de novembro, o documentário “Caso Eloá – Refém ao Vivo”, disponível na Netflix, pretende trazer uma nova perspectiva sobre o crime. Segundo seus realizadores, a obra contará com entrevistas exclusivas de familiares e amigos de Eloá, além de apresentar trechos do diário da jovem. Esse material busca iluminar os traumas e as consequências que o caso deixou.
A produção é uma chance de revisitar os eventos que não só marcaram a família de Eloá, mas também reverberaram na sociedade brasileira. O caso não apenas expôs a fragilidade do sistema judicial em casos de violência contra a mulher, mas também questionou a ética da cobertura midiática, dada a intensidade e a forma como a mídia tratou o sequestro ao vivo.
Adicionalmente, o Prime Video apresentou a série “Tremembé”, que retrata Lindemberg e outros criminosos notórios em um presídio, trazendo à tona discussões sobre a relação entre criminalidade e a apresentação de histórias de vida, ampliando o debate sobre a violência de gênero.
O caso de Eloá, até hoje, funciona como um alerta sobre a necessidade de discussão constante acerca da violência contra as mulheres no Brasil, evidenciando a importância de iniciativas que busquem conscientizar e educar a sociedade sobre esse tema.





