Da redação
Mais de 90% dos bebês em todo o mundo, cerca de 116 milhões, receberam ao menos uma dose da vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DTP) em 2025, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). O levantamento aponta ainda que 85%, ou 110 milhões de crianças, completaram as três doses recomendadas.
Os números mostram leve melhora em relação ao ano anterior, embora a cobertura global siga abaixo dos níveis de 2019, referência da Agenda de Imunização 2030. Entre os países de língua portuguesa, a cobertura da primeira dose da DTP em 2025 foi de 98% no Brasil, 99% em Portugal, 93% em Cabo Verde, 90% em Moçambique e Guiné-Bissau, 89% em Timor-Leste, 87% em São Tomé e Príncipe, 84% na Guiné Equatorial e 67% em Angola.
A OMS aponta ainda que 19,6 milhões de crianças seguem sem vacinação adequada, sendo 13,5 milhões delas classificadas como “dose zero”. Nove países concentram mais da metade dos casos, entre eles Angola. Segundo a agência, mais da metade das crianças “dose zero” está em países marcados por conflitos, instabilidade política ou subfinanciamento, o que dificulta a cobertura. Em contraste, o Sudão registrou o maior avanço na aplicação da primeira dose da DTP no último ano, com aumento de 35 pontos percentuais.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou que toda criança “merece a proteção vital que as vacinas oferecem”, independentemente das circunstâncias. O relatório ainda revela que 33% das meninas no mundo receberam pelo menos uma dose da vacina contra o HPV em 2025, e que a vacinação contra o HPV foi incorporada a programas nacionais de 15 novos países.




