Da redação
O gerente de gestão estratégica do Sebrae Goiás, Francisco Lima, afirma que a principal vantagem competitiva do pequeno empreendedor em 2026 será a capacidade de interpretar o comportamento do consumidor e ajustar oferta, comunicação e operação ao que o cliente deseja, em vez de apostar apenas em setores considerados “da moda”. A análise foi feita em entrevista ao Jornal Opção, na qual Lima destacou que o Sebrae mapeou dez tendências baseadas em sinais culturais e comportamentais, com ênfase em uma abordagem “culture-first”.
Segundo Lima, eventos como as eleições e a Copa do Mundo devem intensificar a disputa pela atenção do consumidor em 2026, tornando essencial a adoção de estratégias comerciais reforçadas, maior presença digital e uso de automação e inteligência artificial sem abrir mão do relacionamento humanizado. “O empreendedor vai ter que disputar a atenção do consumidor com dois grandes eventos”, afirma. Ele ressalta que esse desafio é ainda maior no ambiente digital, onde a concorrência ultrapassa fronteiras regionais.
Apesar das incertezas políticas, Lima identifica sinais positivos para a economia, destacando a redução do desemprego e indícios de queda nas taxas de juros para 2026. Para ele, o sucesso de um negócio depende menos do segmento escolhido e mais da capacidade do empreendedor em alinhar o modelo de negócio às expectativas do consumidor. “Não existe negócio ruim, não existe negócio bom. O que faz a diferença é a adequação do que se oferta ao que o consumidor deseja”, enfatiza.
Lima também aponta que a segmentação tradicional de público, por classe ou território, perdeu força diante da crescente complexidade dos perfis de consumidores, agora divididos em múltiplas “tribos” e comportamentos. Isso, segundo o gerente, exige especialização e definição clara do público-alvo. “Quando você sabe o que o consumidor quer, é mais fácil chamar a atenção dele”, diz.
O Sebrae Goiás consolidou um boletim com as dez tendências identificadas, priorizando comportamento e códigos culturais. O objetivo, explica Lima, é reduzir o “atrito” entre oferta e demanda, ajudando empreendedores a alinhar produto, atendimento, canais e narrativa às expectativas de um público específico.




