Início Goiás Em Brasília, Caiado trabalha pela manutenção da autonomia dos estados

Em Brasília, Caiado trabalha pela manutenção da autonomia dos estados

Em mais um dia intenso de articulações e reuniões em Brasília, o governador Ronaldo Caiado participou nesta quarta-feira (05/07) de encontro da bancada do União Brasil para debater como integrantes do partido vão se posicionar em relação ao projeto da Reforma Tributária que está em discussão e pode ser analisado no plenário da Câmara Federal ainda nesta semana.

Caiado rechaça o texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e destaca que um dos pontos mais graves é a criação de um conselho federativo, que vai definir os repasses de recursos aos estados e municípios e limitar ação dos gestores eleitos.

BRASÍLIA

No encontro com toda Executiva do partido, entre eles o presidente nacional do União Brasil, deputado federal Luciano Bivar e o secretário-geral da legenda, ACM Neto; Caiado pediu que a liderança do partido escute os governadores para tomar posição.

“Se não for possível se posicionar contra o texto, pelo menos que libere os parlamentares”, ponderou.  

Ao analisar o texto da reforma, o chefe do Executivo goiano ressalta que o conteúdo é “inaceitável e inadmissível”.

Segundo ele, é de causar perplexidade o fato do governo federal imaginar que o Congresso Nacional vote o projeto da forma como está.

APROVAÇÃO

Presente no encontro, o deputado federal por São Paulo, Kim Kataguiri, disse que a PEC não terá os votos necessários para aprovação.

“A matéria pode ser colocada para votação? Pode. Agora, ser aprovada é outra história”, afirmou o parlamentar ao pontuar que seu Estado poderá perder até R$ 12 bilhões de ISS caso a proposta prospere no Congresso.

“Não dá para gente centralizar a distribuição de recursos no conselho federativo, que não sabemos quem vai compor.  Então, é confuso”, criticou.

EFEITOS

Caiado também citou outras consequências com a aprovação da PEC.

“Posso citar o aumento do desemprego, da informalidade e o reajuste na cesta básica”, elencou.

“Enfim, você desestrutura os estados que são cada vez mais crescentes. Neste momento o Centro-Oeste cresce em média entre 6,5% a 7% ao ano”, continuou.

Ele ainda afirmou que o termo “guerra fiscal” é uma forma pejorativa para uma ação que em outros lugares do mundo é caracterizada como “competição de impostos”, algo necessário para que estados em desenvolvimento possam acelerar o crescimento e trazer novos investimentos.

“Quer dizer que o desenvolvimento não pode ir para outras regiões. Deve ficar restrito apenas às que já têm. Fora de lá, não pode mais”, questionou.

O governador ressaltou ainda que a Reforma Tributária, do jeito que está, somente  interessa e traz efeitos positivos para algumas entidades empresariais, que representam grandes indústrias e as tradings que atuam com operações de compra e venda de ativos no mercado financeiro.

Fonte: Agência Cora Coralina de Notícias