Da redação
O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do processo envolvendo o Banco Master, conforme decidido em reunião do Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quinta-feira, 12. Segundo comunicado do STF, a saída ocorreu a pedido do próprio Toffoli. O caso foi redistribuído ao ministro André Mendonça.
A reunião, convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, durou cerca de três horas e apresentou o relatório da Polícia Federal sobre o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O documento mencionou conversas com Toffoli e foi divulgado um dia após a imprensa repercutir informações sobre pagamentos ao ministro e aportes do Master em um resort no Paraná do qual ele é sócio.
Em nota, os dez ministros presentes concluíram que não há cabimento para arguição de suspeição de Dias Toffoli, reconhecendo a “plena validade” dos atos praticados por ele no caso do Banco Master e em processos correlatos.
O Supremo também manifestou apoio pessoal a Toffoli, declarando não haver motivo para considerá-lo suspeito ou impedido, e destacou que o ministro atendeu todos os pedidos feitos pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
A decisão foi assinada por Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques, Cristiano Zanin e Flávio Dino.








