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Empregada grávida diz ter sido torturada após acusação de furto e afirma que achou que não sobreviveria

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Por Alex Blau Blau

Jovem de 19 anos relata agressões físicas e psicológicas após ser acusada de roubo de um anel; caso envolve empresaria e policial militar

Uma empregada doméstica grávida de cinco meses afirmou ter sido mantida sob violência extrema após ser acusada de furtar um anel dentro do local onde trabalhava, no Maranhão. A jovem, identificada como Samara Regina Dutra, de 19 anos, disse que passou por quase uma hora de agressões físicas e ameaças feitas pela patroa e por um homem posteriormente identificado como policial militar.

Em relato, Samara afirmou que viveu momentos de terror e chegou a acreditar que não sairia com vida da situação. Segundo ela, durante o episódio, foi agredida com socos, empurrões e ameaças enquanto era pressionada a confessar o suposto furto.

A suspeita da acusação é uma empresária que teria insistido na recuperação do objeto e chamado um conhecido para participar da abordagem. De acordo com depoimentos e áudios atribuídos a ela, a jovem foi confrontada e intimidada dentro da residência onde trabalhava.

Samara contou que tentou localizar o anel por horas antes do início das agressões, mas não encontrou o objeto. Posteriormente, o anel teria sido localizado em um cesto de roupas, momento em que a violência teria se intensificado.

A jovem disse ainda que, mesmo grávida, foi alvo de agressões e que tentou proteger a própria barriga durante o ataque por medo de que a violência se agravasse. Após o episódio, ela foi expulsa da residência e pediu ajuda a uma pessoa próxima, que acionou a polícia.

Exames médicos apontaram marcas de agressão em diferentes partes do corpo, compatíveis com socos e golpes. O caso foi registrado e passou a ser investigado como tentativa de homicídio, tortura e cárcere privado.

Os dois suspeitos foram presos nos últimos dias. As investigações também apuram a conduta de policiais que atenderam a ocorrência no local.

Em depoimentos e manifestações posteriores, os envolvidos apresentaram versões diferentes sobre o ocorrido, incluindo a alegação de exageros e negação de participação direta nas agressões.

A defesa de Samara afirma que o caso representa uma grave violação de direitos e pede responsabilização dos envolvidos. A jovem diz que ainda enfrenta medo e impacto emocional após a violência sofrida e espera por justiça.

As autoridades seguem com a investigação para esclarecer as circunstâncias do caso e a participação de cada um dos envolvidos.