Início Política Empresários desligam telefones e viajam para evitar pedidos de doações eleitorais

Empresários desligam telefones e viajam para evitar pedidos de doações eleitorais


Da redação

Empresários de grandes companhias do Brasil, de diversos setores, estão evitando contato com políticos devido ao aumento das cobranças por doações eleitorais na reta final da campanha. De acordo com relatos ouvidos, ao menos três executivos preferiram se afastar e desligar os telefones ou ignorar mensagens de políticos.

Segundo interlocutores do empresariado, alguns deles aproveitaram o momento anterior ao primeiro turno para passar um período com a família, tanto no Brasil quanto no exterior. A retirada seria uma resposta à insistência dos políticos, que, nos bastidores, são chamados pela elite econômica de “moscas da política”, em referência à abordagem considerada invasiva.

De acordo com esses relatos, a pressão por recursos financeiros aumentou neste ano, com candidatos alegando que precisam de recursos urgentemente para “vencer a eleição para seguir ajudando”. Empresários também relatam que as solicitações não são inferiores a sete dígitos: o valor mínimo pedido seria de R$ 1 milhão.

Empresários ressaltam ainda que as exigências por doações ocorrem apesar da existência de fontes oficiais de financiamento nas campanhas, como o fundo eleitoral, o fundo partidário e as emendas parlamentares. Nos bastidores, a elite empresarial demonstra desconforto com a frequência e o teor das abordagens políticas.