Da redação
Empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil enviaram uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, em apoio às medidas adotadas por ele para conter a crise institucional no STF. O documento, assinado por 198 pessoas, pede transparência nas investigações e na sessão plenária marcada para a terça-feira (15).
Segundo a carta, a situação representa “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e requer “reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes”. O texto também defende a responsabilização de possíveis envolvidos no caso.
Entre os signatários, estão o ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, o economista Pérsio Arida, a ex-presidente do BNDES Maria Silvia Bastos Marques, o ex-presidente da Fiesp Josué Gomes e o professor e líder sindical Clemente Ganz Lúcio.
As manifestações ocorrem após Fachin determinar a troca da relatoria no procedimento que investiga a ligação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, além da remessa das íntegras dos processos ligados ao INSS e ao Banco Master. Fachin também definiu que a sessão do STF vai analisar apenas o caso de Moraes com Vorcaro, adiando a apuração sobre o ministro André Mendonça para o dia 23.





